É só conversar.
O resto é comigo.
Não tem aplicativo para instalar, não tem senha e não tem campo para preencher. Você manda mensagem no WhatsApp do jeito que falaria, e eu organizo o caixa, os custos, o rebanho e a safra da sua fazenda.
Abaixo está tudo o que dá para pedir. Não precisa decorar — se você escrever parecido, ele entende.
O primeiro passo
Na primeira mensagem, antes de qualquer coisa, chegam os termos.
Chegam os links dos Termos de Uso e da Política de Privacidade. Leia e escreva ACEITO: só depois disso ele começa a anotar, e faz umas perguntas rápidas sobre a fazenda.
Quando os termos mudam, ele pede o ACEITO de novo — e manda os links para você ver o que mudou.
Anotar o que entrou e o que saiu
Fale como você falaria com o vizinho. Não tem formulário, não tem campo para preencher e não tem jeito certo de escrever.
Anota o valor, a data, o fornecedor e a quantidade, e põe cada gasto no lugar certo — insumo, folha, máquina, rebanho ou casa.
Fale a mesma coisa por voz. Ele escuta e anota igual.
Serve para quando você está com a mão suja ou dirigindo.
Lê o documento inteiro: valor, fornecedor, número da nota e o CNPJ.
Nota amassada e fotografada torta no capô funciona.
Se faltar o valor, ele pergunta quanto foi. Responda o total ou o de cada um — “2.000 cada” — e ele multiplica pelas cabeças.
Guarda como conta a pagar, e avisa quando estiver perto.
Dá baixa na conta que estava em aberto: ela sai de “a pagar” e entra no caixa do dia, sem lançar duas vezes. Se tiver mais de uma parecida, ele pergunta qual.
Cavalo, burro e mula entram como animal de trabalho: saem do caixa, mas não entram no rebanho de gado.
Quando ele pergunta “fazenda ou casa?”
Combustível, energia, oficina e farmácia servem aos dois lados. Nesses casos ele NÃO chuta — pergunta, e você responde num toque.
Os dois botões aparecem embaixo da mensagem. Toque em um e acabou.
Um sistema que adivinha erra calado, e no fim do ano o livro da fazenda está sujo com gasto de casa.
Quando você errar
Errar é normal. Consertar tem que ser fácil.
Corrige o valor do último lançamento.
Tira o último lançamento.
Ver como está indo
Chega na conversa, sem abrir nada e sem senha.
Pergunta o período e manda, em linhas simples: o que entrou, o que saiu, quanto o gado engordou, quanto a fazenda deu, o custo da casa no período, quanto sobrou e as contas que ainda não foram pagas.
Para trimestre ou semestre, é só escrever. Venda de vaca, touro ou cavalo entra no caixa, mas fica fora do lucro: é patrimônio vendido, e não produção.
Responde direto a pergunta, no período que você escolher.
Não quer nenhuma das opções? Escreva “não” e ele fecha.
O fechamento do ano inteiro, de uma vez.
Aparece como botão logo depois do relatório: quantas sacas vendeu, quantas toneladas de adubo comprou, quanto tem no galpão — com o preço médio de cada uma.
É a pergunta de quem vai negociar, e não de quem fecha caixa. Na hora de comprar adubo, o que decide é quantas toneladas você gastou na safra passada — o valor em reais mudou com o dólar e não serve de referência.
Quanto cada atividade deu, separada: lavoura, gado e leite. Diga a atividade e sai só ela; não diga e saem as três.
Ele NÃO divide o custo compartilhado. Diesel, mão de obra e energia servem à fazenda inteira, e nenhuma regra sabe quanto foi para a plantadeira e quanto foi para o cocho — então esse valor aparece à parte, sem dono. Para fechar a conta, use centro de custo.
Manda o arquivo no chat, e oferece mandar por e-mail também.
Devolve um link para ver tudo no navegador, com gráfico e lista.
O link vale 15 minutos e só serve uma vez. Depois o navegador fica conectado 30 dias.
As contas que vencem.
O que você tem a receber.
Quanto tem em cada conta e no caixa.
A conta que decide a venda
Aqui é onde o registro vira decisão. Se você perguntar de arroba, ele responde do gado; de saca, da lavoura; de litro, do leite.
Quanto está te custando produzir cada arroba, cada saca ou cada litro — e, na arroba, quanto sobra ou falta comparado ao preço do mercado.
Se você tem lavoura e gado juntos, ele avisa que o número é um piso — diesel e mão de obra são dos dois.
O que está no pasto agora, separado em gado de abate, reposição e plantel: cabeças, arrobas e quanto vale em reais.
O valor usa o preço da sua última venda daquela categoria ou, sem venda recente, o preço de referência do seu estado.
O preço de referência do boi gordo, da vaca, da novilha e do bezerro no seu estado, com a fonte e a data.
É referência para comparar, e não proposta de compra nem conselho de venda.
Quantas sacas custa a tonelada de adubo, o litro de defensivo, a saca de semente — e se piorou desde o semestre passado.
É a conta que o vendedor faz quando oferece barter. Estes são os SEUS números para comparar com a dele.
Uma safra do lado da outra: sacas por hectare, custo por saca, preço recebido e margem.
Quanto os descontos levaram no ano: umidade, impureza, avariados e quebra.
Mande a foto do romaneio que ele lê tudo sozinho. É ali que o dinheiro some sem você ver.
No painel: o que você recebeu por saca, arroba e litro, venda por venda.
O gado
Conte uma vez, anote o que acontece, e pese de tempos em tempos.
Mostra quantas cabeças você tem de cada tipo — bezerro, bezerra, garrote, novilha, vaca, boi — e o que mudou desde a última contagem. Na primeira vez, pergunta a contagem.
Anota o movimento e o rebanho muda junto. O número de cabeças só muda por venda, compra, nascimento, morte, sumiço, consumo, doação ou troca — nunca sozinho.
Na desmama (“desmamei 40 bezerros”) ele pergunta quantas eram fêmeas, para separar garrote de novilha.
Botão que aparece junto do rebanho. Escolha o tipo na lista, diga se o número é a média por cabeça ou o peso total do lote, e siga para o próximo. A conta aparece na tela: 6 @ × 30 cabeças = 180 @.
Para vaca e touro dá para usar a condição corporal, de 1 a 5, em vez do peso.
Botão para refazer a contagem. Se o número novo não bater com os movimentos anotados, ele pergunta o que aconteceu: morte, sumiço, nascimento ou erro de contagem.
Quanto o gado ganhou por dia e quanto vai ganhar nos próximos 30, 60 e 90 dias.
Precisa de duas pesagens com pelo menos 28 dias entre elas e sem compra nem venda no meio — senão o peso médio muda sem ninguém ter engordado.
Pergunta como você trata o gado (só capim, sal, silagem, quantas vezes no cocho) para acertar a conta.
A lavoura
O adubo comprado em agosto é da soja colhida em fevereiro. Por isso o custo acumula na safra, e não no mês.
Abre a safra e passa a acumular os custos nela. A cultura e a área são opcionais, mas sem a área não sai saca por hectare.
Como está a safra aberta: custo, receita, sacas e custo por saca.
O dia a dia
Anota a chuva do dia no seu pluviômetro.
A previsão da sua região.
Ele pergunta como pode ajudar, e você manda a dúvida de lavoura, gado, pasto ou manejo. A resposta é o texto original das publicações da Embrapa, sem alteração, com livro, ano e link. Se você citar praga e cultura, vêm também os ingredientes ativos com registro no Agrofit, do Ministério da Agricultura.
Não é prescrição nem recomendação. Marca e dose não aparecem: isso é com a bula e o receituário do seu agrônomo ou veterinário. Para sair, escreva “sair”.
Diz onde fica a fazenda, para a previsão ser a sua.
Dá para mandar a localização pelo clipe do WhatsApp também.
A turma e as máquinas
Pergunta nome e salário, e passa a somar o que cada um custa.
A lista da equipe e o custo fixo da folha — com botões para ver quanto a equipe custou de verdade nos últimos 6, 12 ou 24 meses.
Guarda a máquina para você lançar manutenção nela.
A lista das suas máquinas.
Dá acesso para outra pessoa — filho, esposa, gerente. Mande “convidar” e depois o contato dela pelo clipe 📎: toque em Contato e escolha na agenda. Você não precisa saber o número de cabeça.
Ele pergunta se essa pessoa deve enxergar o livro da casa. Para um gerente, responda “só a fazenda” — aí mercado, escola e farmácia ficam escondidos de verdade, e não só na tela.
O painel, no navegador
Mande “painel” na conversa e chega um link. Ele não pede senha, vale 15 minutos e só serve uma vez — depois o navegador fica conectado por 30 dias. É só para CONFERIR: nada é lançado ali, e sim na conversa.
A primeira tela, e ela responde em perguntas: quanto eu tenho, quanto entrou e quanto saiu no mês, as contas a pagar e a receber, vai dar pra pagar até o fim do mês, a fazenda deu lucro — e, numa parte separada, quanto a casa gastou.
É a tela para abrir de manhã. As outras são para quando você quer o detalhe.
O gráfico de entradas e saídas mês a mês, a lista completa com filtro por data, categoria, carteira e centro de custo, e o que vence.
Na tela de Lançamentos você corrige o que ficou errado — e baixa tudo em Excel.
O que você planejou contra o que gastou; quanto recebeu por saca, arroba e litro em cada venda; e o livro caixa do ano para o contador.
Uma safra do lado da outra com custo por saca e sacas por hectare; as pesagens e o ganho do gado; e o custo por hectare de cada talhão.
O que está marcado para fazer, o que tem no galpão, a frota — e a Conversa, que mostra tudo o que você mandou e o que eu fiz com cada mensagem.
A tela Conversa é onde você confere se alguma mensagem sua ficou sem virar lançamento.
O nome e a área da propriedade, a equipe com o custo da folha, e o seu plano.
Para o seu contador
Em março, o contador recebe um arquivo em vez de uma sacola de notas.
Baixa o livro caixa da atividade rural do ano, em regime de caixa, com o que é da casa já fora.
Ele mostra em setembro o que está faltando — quando a nota ainda existe. Documento perdido em março é despesa que você não deduz.
Ficou com dúvida?
Pergunte na própria conversa, com suas palavras. Se eu não entender, eu digo — não invento resposta.
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